Visconde do Rio Branco, 21 de outubro de 2019

CAMPANHA AGOSTO LILÁS MARCOU MÊS DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

16 de setembro de 2019

CICLO DE PALESTRAS ORGANIZADAS PELO CENTRO DE REFERÊNCIA DE ATENDIMENTO À MULHER

A primeira edição da campanha “Agosto Lilás” em Visconde do Rio Branco marcou um mês de envolvimento entre instituições de proteção à mulher, comunidade e Prefeitura. De âmbito nacional, a campanha organizada pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) teve o objetivo de reforçar a autoestima como arma de combate feminino à violência, contando para isso com palestrantes das áreas de Saúde, Desenvolvimento Social e Judiciário. O Agosto Lilás marca o aniversário da Lei Maria da Penha, farmacêutica cearense que ficou paraplégica devido a violência do ex-marido e conseguiu converter sua dor pessoal em uma ampla luta por direitos das mulheres.

Além dos dois dias que compuseram o ciclo de palestras, planejados de forma a abordar os temas da conscientização e do empoderamento, a campanha contou com capacitações de profissionais envolvidos com o tema, como explicou Carol Figueiredo, Secretária Municipal de Desenvolvimento Social. “O trabalho de combate à violência contra a mulher acontece o ano inteiro, mas abraçamos o “Agosto Lilás” para dar uma atenção maior a este assunto tão delicado. A nossa comunidade, Prefeitura, Secretarias, Judiciário e ativistas abraçaram a causa e a gente conseguiu realizar este ciclo de palestras com mais de cem pessoas nos dois dias. Além disso, tivemos vídeo conferência em Ubá, capacitação presencial em BH e várias reuniões com promotores e juízes. Destaco também a atuação dos nossos palestrantes e das pessoas da comunidade como mediadoras,  foi muito bom ver a união das pessoas em um tema tão importante a ser tratado”, disse Carol.

A participação como mediadora foi especial para Carine Medeiros, estudante de bioquímica na UFV, como ela mesma relatou. “É uma imensa honra participar desse projeto, fiquei incrivelmente feliz por este convite. Confesso que como cidadã rio-branquense um evento desses alegra muito meu coração por saber que a cidade está se mobilizando cada vez mais para erradicar a violência contra a mulher. Estou nesta luta desde 2017 e a cada dia aprendo mais, e ouvir as palestrantes me energizou mais ainda a continuar falando para outras mulheres que podemos acabar com a cultura do machismo e ajudarmos umas as outras”, contou Carine.

EMPODERAMENTO FEMININO FOI PONTO MAIS IMPORTANTE PARA PARTICIPANTES

Todo o evento foi norteado a fortalecer a auto-imagem das mulheres, ajudando a entender que cada uma tem o poder de transformar sua própria realidade, e para isso contam com o apoio do CRAM, da Vara da Família, da Polícia Militar, de órgãos de Saúde e toda a Rede de Proteção apresentada durante o Agosto Lilás. A psicóloga Nara Queiróz foi uma das palestrantes que abordou sobre o empoderamento feminino. “Trouxe um pouco das estatísticas atuais do Brasil e como é apavorante esta realidade, ainda mais quando pensamos que estes dados são subnotificados e, ainda assim, os números já são altos. Quis trazer um pouco das estratégias que podemos assumir para dirimir esta violência, então foquei sobre o empoderamento feminino mas, principalmente, o empoderamento de nossas crianças, sejam elas meninas ou meninos, e sobre os relacionamentos abusivos, explicando o porquê das pessoas permanecerem dentro deles e o quê podemos fazer para ajudar as mulheres que estão nesta situação”, explicou Nara.

As participantes destacaram a importância do Agosto Lilás, que fez refletir sobre problemas reais que são silenciados, como destacou Fátima Freitas, moradora do Centro. “Gostei muito das palestras. Já tinha ouvido falar sobre empoderamento com minha filha, que é feminista, mas hoje gostei muito de ouvir sobre relacionamento abusivo. Ela (a palestrante) deixou claro que as mães tem que criar o filho sem machismo, sabendo criar o filho e a filha em igualdade, não obrigando a filha limpar cozinha enquanto deixa o menino ir jogar bola. Não sofri relacionamento abusivo, mas tenho muitas amigas que sofrem com isso e a gente conversa, mas elas acham normal e é difícil tomar atitudes porque elas tem filhos. É muito complicado julgar as mulheres que apanham e continuam com os maridos, é muito difícil sair de um relacionamento desses”, relatou Fátima.

Clique aqui e confira álbum de fotos do Agosto Lilás.



16 de setembro de 2019 - 09:57

Data da Última Modificação: 16 de setembro de 2019 - 09:57

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