Visconde do Rio Branco, 19 de novembro de 2017

FAMÍLIA ACOLHEDORA GARANTE CONVIVÊNCIA SOCIAL SAUDÁVEL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

6 de setembro de 2017

EM QUATRO ANOS DE SERVIÇO, FORAM 27 ACOLHIMENTOS E 17 REINTEGRAÇÕES À FAMÍLIAS RESTAURADAS

O casal Flávio e Michele estão na segunda experiência de acolhimento

No último mês de julho, o Serviço Família Acolhedora completou quatro anos de atuação em Visconde do Rio Branco. Implantado pela Prefeitura para garantir lares provisórios para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, enquanto a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social atua para restaurar a qualidade da convivência familiar e reintegrar os integrantes. Neste período de trabalho, o Serviço registrou 27 acolhimentos, com nove reintegrações as famílias de origem e oito a famílias extensas, e uma criança encaminhada para a adoção.

Quem acolhe relata benefícios da experiência, como o casal Michele e Flávio Silva que estão no segundo acolhimento. “Entramos com a intenção de ajudar as famílias e recebemos duas meninas, uma de três anos e outra de nove. Foi um marco, pois foram as primeiras do Serviço de VRB a voltarem para o pai e mãe, e mantemos uma relação de amizade. Atualmente, estamos com um bebê de dois meses e uma adolescente de 15 anos e nosso desejo é ajudar a reestruturar estas famílias. Acho que mais pessoas poderiam contribuir com o Serviço, acolhendo, ganhando uma excelente experiência de vida”, contou Flávio. “O início foi bem difícil, fiquei apreensiva. Mas com a ajuda da equipe, começamos a ter mais tranquilidade e tudo deu certo. É muito edificante receber e cuidar das pessoas”, falou Michele.

SERVIÇO GARANTE CONVIVÊNCIA FAMILIAR PARA CRIANÇAS EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE

Antigamente, situações que hoje são atendidas no Família Acolhedora eram encaminhadas para abrigos. “A diferença de ser recebido em uma família e em uma instituição é enorme. Além de garantirmos mais afeto e atenção para a criança ou adolescente que precisam de cuidados, o Serviço trabalha com a família de origem para que aconteça a reintegração. Quando as crianças chegam, elas passaram por algum sofrimento. Mas no decorrer do trabalho percebemos que, por mais difícil que seja, elas querem voltar para a sua casa. Em um processo gradativo de retorno para a família de origem, uma criança pediu para que eu conversasse com o juiz para que ela voltasse para casa da mãe para sempre. São muitas que pedem isso, o amor de mãe faz falta. Ficou bem evidente o desejo deles real é voltar para a casa dos pais.

Todo o serviço é realizado em conjunto com a Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça, acompanhado por equipe multidisciplinar, contendo profissionais como psicólogos e assistente social. “Desta forma, asseguramos aos jovens um atendimento humanizado, possibilitando uma experiência familiar mesmo estando fora de casa, bem diferente de mandar para um abrigo, uma medida fria e indiferente. Paralelamente, trabalhamos para recuperar o ambiente familiar, proporcionando uma ajuda importante essas pessoas”, afirmou o Prefeito Iran.

COMO PARTICIPAR: Pode se cadastrar no programa qualquer família com residência na cidade, que não esteja interessada em adoção e que todos os membros estejam em comum acordo e interesse em participar. A família acolhedora cadastrada será capacitada pelo programa por psicólogas e assistentes sociais e, caso seja selecionada, receberá auxílio financeiro para manter exclusivamente as necessidades da criança ou adolescente. Procure a sede do Serviço localizada no Anexo Administrativo, ao lado da Prefeitura, na Praça 28 de Setembro, nº 281. Horário de 7h às 17h. Telefone: 3551-5418

 

 



6 de setembro de 2017 - 15:18

Data da Última Modificação: 6 de setembro de 2017 - 15:18

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