Visconde do Rio Branco, 31 de março de 2020

JUSTIÇA REGENERATIVA SERÁ APLICADA COM IMPLANTAÇÃO DA APAC

20 de março de 2018

AUDIÊNCIA PÚBLICA E SEMINÁRIO TRAZEM PARA A POPULAÇÃO PRINCÍPIOS PARA RECUPERAR PRESOS

Enxergar o ser humano escondido por trás do criminoso para recuperá-lo é o principal objetivo do método APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), apresentado para a população rio-branquense no último fim de semana (16 a 18). Em Audiência Pública e Seminário, mais de 100 pessoas puderam ouvir testemunhos e aprender como as 120 APACs espalhadas pelo Brasil conseguem cerca de 80% de recuperação dos presos, em contraposição a média 15% registrada pelos presídios comuns. Uma unidade será implantada em breve na cidade por iniciativa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais com o apoio da Prefeitura, para auxiliar a garantir uma sociedade mais segura e pacífica.

O envolvimento da sociedade, família e o trabalho são os pilares da metodologia. “Queremos a aproximação das pessoas para que conheçam e se relacionem com o projeto, pois a APAC só pode existir com a participação da comunidade, pois todo o sistema é voluntário”, explicou a Defensora Pública Drª Sâmara Damato. “A finalidade é recuperação para o convívio social, porque por maior que seja a pena, um dia esta pessoa sairá da prisão e voltará a conviver com nossas famílias. Então, é melhor transformá-lo em um cidadão do que devolver uma fera para a sociedade”, pontuou Wellington Silva, Inspetor de Metodologia da FBAC (Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados).

O trabalho é parte do contexto, e deve ser aliado a reformulação da autoimagem de homem que errou. “O norte é a valorização do indivíduo, a crença em que ele pode se tornar uma pessoa melhor. Todos os dias, são avaliados por mérito no conjunto de todas as tarefas exercidas, bem como as advertências e elogios, o que é componente desta reconstrução”, disse Dr. Marcial Vieira de Souza, Presidente da APAC- VRB. “É muito importante dizer que não é um hotel, um benefício, e sim é um presídio fiscalizado pelos próprios presos mediante obediência de regras de respeito, trabalho, convivência da família. Ali, morre o criminoso e nasce o homem”, enfatizou Dr. José Antônio Braga, Desembargador do TJMG e coordenador do Programa Novos Rumos.

PARTICIPANTES SE EMOCIONAM COM RELATOS DE EX-RECUPERANDOS DA APAC

Durante o Seminário, os participantes puderam ouvir o relato de um ex-recuperando da APAC e também conhecer um interno da unidade de Viçosa. “É difícil, por toda cultura que recebemos, olhar para um condenado e enxergar um ser humano. Mas o correto é a gente começar a não olhar apenas para o crime, mas para a pessoa atrás do crime, e recuperá-la para a sociedade, caso contrário, podemos devolver um criminoso ainda pior”, contou Célio Granja, 53 anos, participante e integrante da Diretoria da APAC- VRB. “Foi muito bom estar aqui estes dias, muito emocionante. Me interessei muito em trabalhar como voluntária, sou estudante de psicologia e quero ajudar a levar um pouco de amor através da arte e da escuta”, disse Patrícia Villas Boas, 43 anos.

“SEGURANÇA PÚBLICA NUNCA RECEBEU TANTOS RECURSOS MUNICIPAIS COMO NOS ÚLTIMOS ANOS”, DESTACOU PREFEITO IRAN

“Mesmo não sendo da competência do município, não cruzamos os braços diante dos problemas de segurança pública que todas as cidades do Brasil enfrentam. Fizemos convênio com a Polícia Militar e Civil para apoiar o atendimento para cidadãos, implantamos o Olho Vivo nas principais ruas do Centro e agora vamos ampliá-lo para os trevos, conseguimos viaturas para garantir as rondas e ações. Agora,  participamos deste momento de implantação da APAC doando o terreno com os prédios já existentes, que o TJMG irá reformar, pois esta metodologia já existe há 49 anos e provou ser mais eficiente para diminuir a reincidência de crimes e, por consequência, melhorar o convívio pacífico entre as pessoas”, afirmou o Prefeito Iran.

 



20 de março de 2018 - 16:43

Data da Última Modificação: 20 de março de 2018 - 16:43

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