Visconde do Rio Branco, 10 de julho de 2020

PREFEITURA INTENSIFICA ASSISTÊNCIA ÀS MULHERES DURANTE O PERÍODO DE ISOLAMENTO

1 de junho de 2020

IMPLANTADO EM 2018, CRAM OFERECE ATENDIMENTO VIA TELEFONE ÀS RIO-BRANQUENSES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMICILIAR

Durante a pandemia do novo Coronavírus, a necessidade de ficar em casa tem exposto muitas mulheres à violência de acordo com informações da Organização das Nações Unidas. Segundo a ONU, o número de ligações para o serviço de apoio dobrou em alguns países. Por isso, em Visconde do Rio Branco, o Centro de Referência e Atendimento às Mulheres (CRAM), implantado pela Prefeitura em 2018, tem intensificado suas ações de maneira preventiva. A ideia da iniciativa é fazer com que todas as cidadãs que sentirem ameaçadas de forma física ou emocional saibam que não estão sozinhas.

O CRAM é vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e funciona anexo ao CREAS*, situado no bairro Alto da Boa Vista. “Nós estamos prontos para ajudá-las, seja de forma remota, pelos nossos telefones, ou através do atendimento presencial agendado e com todos os cuidados de higiene devidos”, ressalta a Secretária da pasta, Ana Carolina Figueiredo.  Segundo a psicóloga responsável, o a unidade foi adaptada e continua atuante durante a pandemia, desenvolvendo o poder feminino em combate às agressões. “A gente liga e agenda o atendimento psicossocial, no qual trabalhamos o empoderamento dessa mulher e mostramos para ela quais são os ciclos da violência, pois muitas nem sabem identificar o que estão sofrendo, então explicamos como se caracteriza um relacionamento abusivo”, detalha Larissa Calderano, que age em parceria com a Assistente Social, Leiliane de Oliveira.

Além do acompanhamento cujo período depende da proporção de cada caso, o CRAM também encaminha as auxiliadas em situação de vulnerabilidade social a outros setores, como o Acessuas Trabalho, para as que desejam se reinserir no mercado, e o CAD Único, para a inscrição no Baixa Renda e no Bolsa Família. “Às vezes a mulher pensa que precisa continuar convivendo com as agressões do companheiro porque depende financeiramente dele, então intermediamos essa oportunidade de emprego para que ela tenha autonomia, mas, mesmo assim, não conseguem sair dessa situação. Ainda existe bastante resistência, medo e preconceito em procurar ajuda”, pontua.

PATRULHA DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ATUA EM CASOS MAIS GRAVES

Nos casos mais graves, a vítima é instruída a solicitar medida protetiva, que tem como base a Lei Maria da Penha. Paralelamente, há também a Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD), implementada pela Gestão Municipal em parceria com a Polícia Militar no ano passado. Semanalmente, a equipe realiza uma visita à mulher que está sob proteção judicial a fim de reforçar a sua segurança. Independentemente do tipo de violência, o CRAM orienta que se dê o primeiro passo através dos telefones emergenciais: 190 – Polícia Militar, 180 – Central de Atendimento à Mulher, 100 – Disque Direitos Humanos e do CREAS – (32)3559-1926 de segunda a sexta de 8h às 16h, onde se encontra a sede do CRAM.

 



1 de junho de 2020 - 16:28

Data da Última Modificação: 1 de junho de 2020 - 16:28

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